Chaim Weizmann nasceu
em Motol, em 1874, na Rússia. Ele recebeu educação em bioquímica na Suíça
e na Alemanha. Em Genebra, tornou-se ativista do movimento sionista. Em 1905,
mudou-se para a Inglaterra, onde foi eleito membro do do Conselho Sionista
Geral.
A
ajuda científica que Weizmann prestou aos Aliados na Primeira Guerra Mundial
colocou-o em contato com líderes britânicos, possibilitando que ele assumisse
um papel-chave na Declaração Balfour, em 2 de novembro de 1917, em que a
Inglaterra se comprometia a estabelecer um lar judaico na palestina.
Em
1918, Weizmann foi nomeado chefe da Comissão Sionista enviada à Palestina pelo
governo britânico para dar conselhos em relação ao desenvolvimento futuro do
país. Lá, colocou a pedra fundamental da Universidade Hebraica. Naquele mesmo
ano, Weizmann encontrou-se em Ácaba com Emir Feisal, filho de Sherif Hussein de
Meca, líder do movimento árabe, para discutir planos de entendimento visando a
formar um estado judeu e um estado árabe independentes.
Logo
após, Weizmann liderou a delegação sionista na Conferência de Paz de
Versailles e, em 1920, tornou-se presidente do Organização Sionista Mundial (WZO,
em inglês). Também liderou a Agência Judaica, estabelecida em 1929.
Na
década de 30, Chaim instalou as fundações do Instituto de Pesquisa Daniel
Sieff, em Rehovot, que mais tarde tornar-se-ia o Instituto Weizmann, um líder
na pesquisa científica israeli. Em 1937,
Weizmann fez sua casa em Rehovot.
Chaim
Weizmann foi novamente presidente da WZO de 1935 a 1946. Durante os anos que
culminaram na Segunda Guerra Mundial, ele investiu seus esforços no
estabelecimento da Brigada Judaica. Ele também tentou, sem sucesso, impedir a
edição do Livro Branco de 1939, que praticamente anulou a imigração judaica
para a Palestina.
Depois
do fim da Segunda Guerra Mundial, Weizmann foi importantíssimo na adoção do
plano de partilha pelas Nações Unidas em 29 de novembro de 1947 e para que os
Estados Unidos reconhecessem o estado de Israel.
Com
a declaração de independência do Estado de
Israel, Weizmann foi escolhido
para servir com presidente de Israel. Ele ocupou este cargo até sua morte em
1952.