David Ben-Gurion nasceu em Plonsk, na Polônia, em 1886 e foi educado numa
escola judaica, criada pelo seu pai, um fervoroso sionista. No meio de sua
adolescência, Ben-Gurion liderou a criação de um movimento sionista chamado
“Ezra”, cujos membros falavam somente hebraico entre eles. Aos
18 anos ele tornou-se professor na Escola Judaica de Varsóvia e se filiou ao
grupo sionista-socialista “Poalei Tzion” (trabalhadores de Sion). Chegando
na Terra de Israel em 1906, ele envolveu-se na criação a primeira comunidade
socialista de agricultores (Kibutz), e ajudou a estabelecer um grupo de
autodefesa judaico chamado “Hashomer”.
Com o estouro da Primeira Guerra Mundial ele foi deportado pelas autoridades do
Império Otomano junto com Ytzhak Ben-Zvi (que após se tornaria o segundo
presidente de Israel). Ben-Gurion viajou levando a causa Socialista-Sionista
para Nova Iorque, onde encontrou Paula Monbesz, que era sua companheira como
ativista do Poalei Tzion. Ele voltou para Israel usando o uniforme da “Legião
Judaica”, criada como uma unidade no exército britânico pelo líder sionista
de direita Wladimir Jabotinsky.
Ben-Gurion
foi fundador de sindicatos e em particular a federação nacional dos sindicatos
de trabalhadores, a “Histadrut”, organização que ele liderou no início
dos anos 20. Ele também representou a Histadrut na Organização Sionista
Mundial e foi eleito presidente das duas instituições em 1935.
Tendo
liderado o esforço para estabelecer o Estado de Israel em maio de 1948, Ben-Gurion
tornou-se primeiro-ministro e ministro da defesa de Israel. Como Premier ele foi
responsável pela criação das instituições do moderno estado de Israel e foi
ministro da defesa durante a Guerra
de Independência. Ele presidiu muitos projetos nacionais que visavam um
desenvolvimento rápido do país e de sua população como: a “Operação
Tapete Mágico”, o transporte aéreo de judeus de países árabes, a construção
do aqueduto nacional, projetos de desenvolvimento rural e o estabelecimento de
novas cidades. Sobretudo, ele criou um projeto pioneiro de colonização de áreas
inabitadas, especialmente no Neguev.
No
final do ano de 1953, Ben-Gurion retirou-se do governo e foi morar no kibutz Sde
Boker no deserto do Neguev. Ele voltou a vida política após as eleições do
Knesset (parlamento) em 1955, assumindo
o posto de ministro da defesa e após voltando a assumir o cargo de
primeiro-ministro.
Nesse
segundo mandato como premier, Ben-Gurion estabeleceu relações diplomáticas
com a Alemanha Ocidental, apesar de ferrenha oposição. Ele também liderou o
país na Guerra do Sinai, na qual o exército israelense temporariamente ocupou
a península do Sinai.
Em Junho de 1963 Ben-Gurion renunciou como Primeiro-ministro, citando motivos pessoais. Levi Eshkol entrou em seu lugar, como premier e ministro da defesa. Entretanto, Ben-Gurion permaneceu ativo politicamente, desenvolvendo uma rivalidade com Eskhol. Em junho de 1956, o maior partido de esquerda de Israel na época, do qual Ben-Gurion fazia parte, o Mapai se dividiu, então Ben-Gurion criou o Rafi, que ganhou dez cadeiras no Knesset na eleição seguinte. Em 1968, Rafi voltou a se juntar ao Mapai e junto com o Ahdut Ha'avoda, criaram o Partido Trabalhista de Israel (Avodá), enquanto Ben-Gurion formou um novo partido, o Hareshima Hamamlachtit, que ganhou quatro cadeiras no Knesset em 1969.
Em junho de 1970, Ben-Gurion retirou-se da vida política e voltou ao Sde Boker, onde morreu em 1973.