Poeta
e combatente, foi aprisionada, interrogada, torturada e executada após ter
saltado de pára-quedas na Europa ocupada pelos nazistas.
Hannah
Senesh nasceu em Budapest, no ano de 1921, pertencente a uma família de
eruditos e assimilados, mas tornou-se uma ardente e entusiasta sionista, perante
o ambiente vulgar e virulento de anti-semitismo que reinava na Hungria.
Em
setembro de 1939, veio a Israel e estabeleceu-se no Kibutz Sdot-Iam. Já em
tempos precoces, descobriu-se nela o talento para as belas letras, e em Israel,
começou a escrever poemas, que eram plenos de sentimento.
No
fim do ano de 1942, no temor pelo destino do judaísmo europeu, e pelo destino
de sua mãe (que estava em Budapest), alistou-se no exército britânico,
juntando-se a um grupo de pára-quedistas que foi organizado pela "Haganá",
a fim de auxiliar na salvação dos prisioneiros de guerra dos exércitos
aliados, como também organizar o levante dos judeus contra o domínio nazista.
Em
março de 1944, saltou atrás das linhas inimigas na Iugoslávia, e atuou
algumas semanas com os partizans do marechal Tito.
No
dia 7 de junho de 1944, no auge dos transportes ao extermínio do judaísmo húngaro
nos campos do leste europeu (Auschwitz, etc.), ela atravessou a fronteira, em
direção ao seu país natal, sendo que quase em seguida foi capturada pela polícia
fascista húngara. Foi torturada terrivelmente, mas não revelou nada a respeito
de tudo o que lhe era sabido.
No
dia 7 de novembro de 1944, foi executada por um pelotão de fuzilamento, no pátio
da prisão de Budapest.
Em nome de Hannah Senesh é chamado o kibutz Iad Chana