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Lag Baomer


e um pouco mais...

No século I E.C, os judeus, depois de grandes revoltas, tiveram Jerusalém, a sua capital espiritual e religiosa, o âmago de sua cultura, cercada e destruída pelo império Romano, o qual dominava aquela área, no momento, e aos quais os judeus estavam submetidos. O Judaísmo, até então era, primordialmente, baseado na existência do templo, com uma hierarquia sacerdotal (Cohanim eram sacerdotes). Existiam três grandes correntes de judaísmo, os Saduceus, que acreditavam nesse judaísmo sacerdotal pleno e somente reconheciam os preceitos literais do judaísmo (Torá Escrita). Existiam, também, os Fariseus, que rejeitavam a hierarquia Saducéa, que aceitavam, também, interpretações desses preceitos literais e tinham tradições prórpias (Torá Oral) e havia ainda os Essênios, que viviam em comunas voltadas ao trabalho manual e da terra, onde respeitavam uma disciplina religiosa estrita, mas, da mesma forma, rejeitavam a hierarquia sacerdotal.

Depois da destruição do templo, somente o judaísmo Fariseu continuou existindo, pois o Saduceu já não fazia mais sentido e o essênio ruiu com a guerra. Em Yavneh, existia um conselho de 120 Sanhedrim, quando se criou o judaísmo rabínico, baseado na interpretação da Torá. Depois desse período, houve ainda uma série de revoltas, uma grande reconquista de Jerusalém e da Galiléia por 4 anos, seguindo-se de uma nova derrota dos judeus, só que dessa vez com consequências drásticas. O imperador Adriano decretou que, dessa vez, os judeus não teriam mais liberdade, não tendo direito à vida, mas mais que isso, o Judaísmo como cultura não poderia mais existir. Todo tipo de estudo, culto ou tentativa de perpetuação do judaísmo seria punível com pena de morte em praça pública.

Mesmo com todas as restrições, perigos e ameaças, o grande sábio da época, Rabi Akiva - que até os 40 anos era um humilde pastor, até mesmo analfabeto - conseguiu manter a chama viva do judaísmo com 24.000 discípulos que se revezavam, ocultos em cavernas, estudando a Torá e mantendo as tradições ao longo dos anos. Rabi Akiva e todos Fariseus são símbolos da luta pela liberdade que a partir das condições mais adversas conseguem recriar-se, reinventar-se e elaborar novos paradigmas para seguir existindo.





Escrito por Tavinho em 2015-05-06.