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ABRAHAM ITZJAK KOOK


Sionismo Religioso

           Nascido em 1865 em Griva, na Rússia. Foi o personagem principal do movimento religioso sionista na Palestina. Chamado simplesmente de Rav ou Rav Kook, foi o primeiro Rabino-Chefe da Palestina. Aos nove anos, era considerado uma criança prodígio. Estudou na Yeshivá (onde seu pai havia estudado) de Volozhin, na Lituânia, sob orientação de Naftali Zvi Berlin, de quem se tornou o aluno preferido. Foi também muito influenciado pelo seu avô, que era membro do movimento chassídico.

Antes mesmo de demonstrar sua independência de pensamento, Kook já se interessava pela filosofia e pelo misticismo judaico em geral, além da Bíblia e da língua hebraica, e entre 1901 e 1904 publicou seus primeiros artigos sobre o assunto, isso alguns anos após conquistar seu lugar no rabinato como rabino de Bausk.

Ocupou o cargo de rabino em comunidades judaicas da Lituânia e de Latvia. Em 1904, aos 39 anos, tornou-se o rabino de Jaffa, além da responsabilidade do novo sionismo agricultor, que vinha na idéia de que o sionismo era ideal.

Ele se preocupou em mostrar que a palestina e o sionismo são uma parte integral do judaísmo e que aqueles que trabalhavam na construção de um lar judeu faziam um excelente trabalho. Kook introduziu a Torah e a Halachá no dia-a-dia das pessoas.

Em oposição com a maioria dos outros rabinos, Kook participou de movimentos políticos, mesmo visto que existe toda uma contradição SIONISMO versus ORTODOXIA, onde permanece a seguinte questão: Como pode haver a volta para Sion sem o messias? Abraham dizia que a volta a Israel tinha significado teológico e histórico, ou seja, era o início da divina redenção, que é contínua, sem mais perseguições, desde o Egito, com Moisés até o final, com Messias.

Com o início da primeira guerra mundial, ficou proibido de voltar a palestina, mas ele auxilia nas negociações para a elaboração da Declaração Balfour, em 1917. Em 1919, retornou à Palestina, onde tornou-se Rabino-Chefe ashquenazi de Jerusalém, e foi eleito rabino chefe de toda a Palestina sem contar seus empregos temporários em Londres sendo rabino. Fundou uma academia rabínica denominada Merkaz haRav (O Centro dos Rabinos), na qual orientou seus alunos tomando como base a religião e o judaísmo nacionalista. Conquistou o respeito da população secular devido à sua erudição, devoção e profunda sensibilidade pelos ideais socialistas e nacionalistas dos jovens pioneiros.
Kook acreditava que o sionismo era sagrado e esta convicção tornou-o popular entre os judeus não-religiosos da Palestina. Para ele, alguém que tivesse emigrado para Israel, teria sido inspirado pelo Divino, desde que criasse sustentação para a redenção messiânica. Sentia que a falta de religiosidade era uma fase passageira superável, mas os judeus se encontram em um plano distinto, superior, e por isso era intolerante quanto a judeus que não acreditassem nos preceitos da Torá. Sua filosofia era baseada na harmonia do mundo (emunah vê archavá), e o amor gratuito permitirá a nova construção de um templo (contra a idéia messiânica).

Em 1924, Abraham monta uma Yeshivá em Jerusalém, Merkaz Há-Rav, que ensina o hebraico e sua filosofia. Os religiosos desta escola são os poucos que freqüentam o exército, além de trabalharem junto com Kook ativamente no seu movimento Bnei Akiva, que assim como seu criador, era sionista religioso, que se baseava na idéia de construir um país com leis baseadas na religião, contra o sionismo laico.

Em 1935, A. Isaac K. morre, e israelenses mostram imensa gratidão pelo que fez toda sua vida e o homenagem nas ruas de Israel.

DOUTRINA DE TESHUVÁ

Esta é, de fato, a semente da doutrina do "retorno" de Rav Kook, ou teshuvá em hebraico. Este tema esteve presente em toda a sua vida e obra. Embora não seja um termo novo na teologia judaica, passou a ter um novo significado sob a filosofia de Kook. Originado nos tempos talmúdicos, teshuvá deriva da raiz shuv (retornar), que significa "voltar para D’us" ou "arrepender-se". Dificilmente houve um trabalho sobre teologia ou ética sem um capítulo sobre este importante tema.

O pensamento cabalístico ensina que o real arrependimento é a reintegração da alma à sua forma primordial na sefirá biná, através de um processo de tikun ou "recuperação". O termo também foi descrito no conceito tradicional da shivá ou do "voltar para Sion", através da raiz cognitiva. Esta relação foi enfatizada nos próprios escritos de Kook sobre a teoria de teshuvá.

AS LUZES DO RETORNO

A sutileza e a profundidade de suas reflexões sobre teshuvá estão em um livro chamado Orot HaTeshuvá, As luzes da volta. Embora pequena no tamanho, esta obra destaca-se em meio ao legado literário de Kook. Ele próprio tinha uma estima especial por este trabalho, usando-o para meditar em determinados momentos solenes, como por exemplo, durante os Dez dias de penitência.

Desde a primeira edição, publicada em Jerusalém em 1925, já foram lançadas várias reedições e apareceram inúmeros comentários abordando seus diversos aspectos. É uma das obras mais populares de Kook. A edição original possui 17 capítulos abordando os diferentes aspectos da "conversão", pois, na visão de Kook, há duas dimensões para a teshuvá, a individual e a coletiva, a particular e a universal.

O retorno de todos componentes do universo para a origem divina é a concretização do processo evolutivo cósmico.

De acordo com o ponto de vista de Kook, a evolução não é somente uma luta sem leis pela sobrevivência, condicionada apenas pelo triunfo do mais forte. É, sim, um mecanismo Providencial ao qual se supõe uma existência repleta de significados. Ao contrário de Darwin ou Bergson, que consideravam a evolução um resultado espontâneo, de seleção natural, Kook acreditava que a evolução era um processo intencional e cósmico dirigido por D’us. Um processo por meio do qual cada partícula de realidade seria desenhada à semelhança de D’us, como objetivo máximo da história individual e universal.

Seu legado abrange vários campos: a Lei Judaica, Filosofia, misticismo e poesia. Ao invés de adotar a linguagem cabalística ou filosófica, o rabino Kook criou uma "nova" linguagem, dando novos significados a conceitos de Cabala e de filosofia. Sua visão de mundo caracterizou-se pela abertura, tolerância e pluralismo. Ele escreveu pensamentos judaicos e princípios da Halachá, os quais somam mais de trinta volumes, que influenciam muitos até os dias de hoje.  





Escrito por Chazit Hanoar em 2/1/2016.